segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Decadência do Protestantismo

A inclusão é o lema oficial de praticamente todas as comunidades oriundas da reforma. Começou com a questão da ordenação de mulheres, exatamente na era da ascensão do feminismo (década de 60-70). Agora a questão é a ordenação de homossexuais.
A Igreja Evangélica Luterana dos EUA, parceira canônica da Igreja Episcopal, também sinalizou de forma positiva para que gays e lésbicas se tornem bispos dentro da confissão.
Agora é a vez da Igreja Luterana da Suíça. Eva Brunne foi ordenada “bispa” da Igreja Luterana da Suíça, uma das mais antigas do país, apenas duas semanas depois do sínodo nacional ter aprovado a ordenação de gays. A bispa de 55 anos vive uma “união civil” com outra mulher; o status dessa união foi “promovido” a casamento quando este foi aprovado neste ano pelas autoridades religiosas do país (excluindo-se, por enquanto, a Igreja Católica local).
Essa política de inclusão está, na realidade, excluindo muita gente. Estima-se que a credibilidade da Igreja Episcopal esteja seriamente afetada nos EUA, já que quase uma centena de comunidades (incluindo dioceses inteiras) votaram nos últimos 5 anos para abandonar a atual liderança e assumir como chefes episcopais os bispos da África ou América do Sul. Na Igreja Luterana dos EUA está acontecendo o mesmo movimento.
Enquanto alguns protestantes adotam a visão da teologia do conforto e da prosperidade como linha de ação, outros se valem da interpretação inclusiva e liberal, esvaziando o cristianismo de toda a sua verdadeira agenda – uma agenda que não é, nem de longe, irracionalmente inclusiva.
Resultados parciais da Consulta
Visualizando a situação da aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum no Brasil, posso dizer, mesmo sem ter compilado os dados, que o resultado é muito pior do que poderíamos imaginar.
Onde há, de fato, a missa tridentina, há também o famoso e já conhecido desprezo episcopal. Somente numa única diocese há uma convivência fraterna entre os fiéis que desejam o rito, o rito em si, e o bispo local.
Onde há a tentativa de celebração da missa, há também as boas e velhas desculpas por parte das autoridades instituídas.
Também não posso deixar de frisar que alguns leigos estão fazendo do rito antigo uma bandeira contra o rito novo. Não preciso dizer que isso não tem dado bons resultados.
Por favor, continuem enviando informações.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Grupos de Missa Tridentina Brasileiros
Cadê Você?
Pessoal,
Preciso saber o que vocês andam fazendo para divulgar e aplicar o motu proprio nas suas paróquias, cidades ou mesmo na sua diocese. O que estão desenvolvendo? Trabalham como? (Principalmente) Qual é a maior dificuldade? Como se organizam? Etc...
Acreditem, não é mera curiosidade.
Quem quiser responder (seria ótimo se todos respondessem) pode enviar um comentário aqui ou mesmo entrar em contato via e-mail - igreja.una[arroba]gmail.com.
O pessoal que não tem gente organiza, mas que deseja a missa mesmo assim (as famosas ilhas) também podem e devem entrar em contato.
Padres ou seminaristas interessados, igualmente.
Já enviei alguns e-mails para alguns velhos conhecidos, mas sei que dessa forma é mais prática.
Não sou o IBGE, mas estou fazendo um censo. Divulguem, por favor.
Arquidiocese de Miami Expulsa Legionários
O arcebispo de Miami, Dom John Favalora, numa carta publicada no site da arquidiocese, expulsou e proibiu os sacerdotes membros da Legião de Cristo de exercerem qualquer ministério no território da sua arquidiocese.
Dom Favalora explicou, através de um assessor, que os Legionários tinham permissão para atuar servindo apenas os membros do grupo leigo Regnum Christi, que são leigos afiliados à Legião, contudo, houve abusos por parte dos sacerdotes da Legião no exercício dessa permissão e Dom Favalora não pode fazer nada além de expulsá-los.
Na carta o arcebispo também declara que o Regnun Christ não pode exercer qualquer atividade dentro da arquidiocese como, por exemplo, atividades nas escolas confessionais ou mesmo dentro das paróquias.
Os Legionários de Cristo encontram-se sob intensa investigação pelas autoridades da Santa Sé desde que escândalos envolvendo o fundador do grupo apareceram. Outros abusos também estão sendo investigados.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A Ditadura da "Pastoral Afro"

Missa Afro que ninguém pediu - Sim!
Missa Tridentina com 120 pedidos - Não!
Na semana em que fomos ter com o nosso bispo sobre a petição de mais de 120 pessoas pela missa tridentina, eu fui surpreendido quando ouvi o anúncio sobre a "famosa" missa afro, que seria celebrada na minha paróquia.
A "missa" afro por aqui é coordenada pela Pastoral Afro Diocesana. A primeira pergunta que me vem é a seguinte: Minha diocese tem, teve ou terá alguma ligação com quilombos que justifiquem a existência de uma estrutura eclesial assim? Pergunto porque se a existência da Pastoral Afro é justificada apenas pela existência de indivíduos negros ou pardos na região, então seria preciso também uma Pastoral nipônica, uma chinesa, uma italiana, uma alemã e até francesa.
A "pastoralização" da raça é absurda. Nenhum bispo, padre ou mesmo leigo pode ou deve, moral e racionalmente falando, apoiar tal iniciativa. Contudo, estamos no Brasil.
Me pergunto se na África do Sul, um país marcado por uma cultura da raça, se há uma Pastoral Afro ou quem sabe uma Pastoral Caucasiana.
Devaneios a parte, a questão que me deixa indignado, fora a banalização do rito, é justamente a ditadura da missa afro que a respectiva Pastoral está impondo por aqui.
Na minha paróquia, até onde eu sei, ninguém havia pedido a missa afro. Mas então surgem com a velha desculpa do "vamos fazer para que as pessoas conheçam".
É justamente ai que está o X da questão. Pedi ao meu excelentíssimo bispo a celebração da missa na forma extraordinária, mostrei-lhe as 120 assinaturas (ou melhor, nem tive a oportunidade de mostrar, porque a reunião foi tão "receptiva" e "acolhedora"... creio que vocês entenderam) e usei o mesmo argumento do "vamos fazer para que as pessoas conheçam". Gozado que comigo o argumento não colou.
Confesso que esse "vamos fazer para que as pessoas conheçam" não me agrada. O que acontece é que duas liturgias estavam usando esse argumento. A missa tridentina e a Missa afro, um rito lícito e um rito fruto do fantasmagórico mundo da criatividade niilista. Só uma teve a possibilidade de existir. A outra foi "anatematizada".
Como escrevi, ninguém na minha paróquia havia pedido a missa afro e a mesma foi celebrada. Das 120 pessoas que requisitaram a missa tridentina, 48 eram da minha paróquia.
Agora fiquei sabendo que a missa afro foi batucar nas bandas de uma outra paróquia. A paróquia em questão é a do assessor oficial da liturgia na diocese. Que esperanças podemos ter?
Uma vez este assessor (um padre muito simpático, com menos de 5 anos de ordenação, mas muito mal orientado) me disse, quando lhe comuniquei sobre a missa tridentina que "as missas celebradas em nossas paróquias, segundo o novo rito do Concílio Vaticano II, quando feitas com grande esmero, são fonte e ápice da vida cristã". Posso até concordar com essa afirmação, só que o problema está aqui - qual é o rito novo do Concílio Vaticano II? Certamente não é a missa afro!
Já comentei sobre a belíssima celebração do Novus Ordo pelo Opus Dei. Creio que aquela missa, que foi bonita, é uma expressão mais próxima desse "novo rito do Concílio Vaticano II", mas colocar no mesmo balaio a missa que Opus celebrou, as missas que o Santo Padre celebra e a Missa Afro! Ai já é um insulto.
Questionar a presença da missa afro, sua legitimidade dentro da lei da Igreja ou mesmo a sua necessidade dentro de uma comunidade que não a solicitou é legítimo. Não é um ato de preconceito ou racismo, mas um ato de fé. É justamente essa mistura entre a liturgia e as questões sócio-culturais que a Pastoral Afro inevitavelmente promove que impede as críticas (que são vistas como racismo) e que é tão negativa e para a liturgia em si.
Estamos transformando a liturgia num espaço onde tudo é possível. Onde a relativização do culto é a lei suprema, o dogma inqüestionável. É um fantasma, um demônio que precisa ser exorcizado!
Duas semanas depois da celebração da missa afro na minha paróquia, ouvindo os comentários no supermercado local, percebi que ninguém gostou daquela "missa esquisita que o padre fez". Pelo menos ganhei meu dia!
Cardeal Pell em Roma?

One more!
O cardeal Arcebispo de Sydney, Autrália, Dom George Pell, está sendo cotado pelos meios blogosféricos como o possível, ou mesmo provável sucessor do potentíssimo cardeal Ré, até agora Prefeito da Congregação para os Bispos.
Não é a primeira vez que falamos sobre isso, mas os boatos estão intensos nos últimos dias.
Primeiro, Dom Giovanni Batistta Ré é um cardeal dos tempos administrativos de João Paulo II. Que quer dizer isso? O Papa polonês criou muitos cardeais por promoção, como Angelo Sodano e Ré, e os colocou em posições fundamentais da administração da Igreja.
Duros na queda, fortes, inteligentes e perseverantes são alguns dos adjetivos que esses cardeais podem receber. Contudo, a falta de tato pastoral fez com que a Igreja desandasse em áreas fundamentais, como a nomeação de bispos. Particularmente no Brasil o estrago é sentido.
Agora as nomeações, sobretudo no mundo anglofono, estão recebendo uma atenção toda especial do Pontífice e dos cardeais e bispos membros da Congregação que, de certa forma, cuida do futuro da Igreja. Tudo não é uma maravilha, há ainda nomeações que nos deixam de queixo caído, mas a situação é bem melhor que antes.
Bento XVI tem uma linha diferente de administração. Escolhe prelados com experiência anterior no trato pastoral. Todas as suas nomeações foram de bispos que comandavam dioceses antes de exercer algum cargo curial. Únicas exceções são o futuro cardeal prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Dom Amato, e o ex-número 2 da Secretaria de Estado, Cardeal Sandri, atual prefeito para as Igrejas Orientais.
William Levada, Claúdio Hummes, Ivan Dias, Antonio Canizares, Raymond Burke, Ennio Antonelli, e alguns outros secretários e sub-secretários, foram todos ex-arcebispos diocesanos. Eles trazem consigo todas as dificuldades da vida diocesana, seus desafios e oportunidades. Nota-se assim uma mudança no rumo.
Agora quem arrisca ocupar um lugar na lista de colaboradores do Bispo de Roma é o cardeal Pell. Dom Pell tem experiência prévia na Cúria Romana - já trabalhou na Congregação para Doutrina da Fé, quando o prefeito era o atual Papa - e tem carisma, inteligência e capacidade para um cargo dessa magnitude. É um amigo da antiga liturgia e um opositor categórico dos modismos litúrgicos que nos assombram. A organização do Dia Mundial da Juventude, na arquidiocese do cardeal, deve ter deixado o Papa impressionado.
Se Pell deixar o Novíssimo mundo pelo Velho, sentiremos quase que imediatamente o efeito da sua "mão" pesando sobre a cabeça dos novos bispos. A qualidade das nomeações melhoraria 110%.
É provável que o cardeal Ré queira fazer de algum colaborador pessoal o seu sucessor, como fez Sodano dando o barrete vermelho ao agora-cardeal Leonardo Sandri. É inevitável. Rezemos para que isso não aconteça. Creio que não acontecerá.
A ida de Pell ao Vaticano deixaria a Sé de Sydney vacante, o que é ótimo porque ela é uma diocese cardinalícia e, assim, Bento XVI teria a chance de criar mais um cardeal ortodoxo e alinhado com seu pontificado, criando uma boa conjuntura para o próximo conclave (ah, desculpem a minha síndrome de Turkson! Vida longa ao Papa Bento XVI!).
Também é interessante termos mais um cardeal anglofgono em Roma.
Mas tudo isso é ainda pura especulação. Tornielli não disse nada. Esperemos.



